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terça-feira, novembro 23, 2010

       A primeira vez que observei os moradores dos prédios irem lavar a roupa à cave onde se encontravam uma ou várias máquinas de lavar foi em 1993, em Salzburg. O usual era ver-se cada pessoa com a sua própria máquina de lavar. Ora, hoje em dia encontro-me nessa situação, aquela de ter que ir à cave. Cada morador tem direito a um dia para a roupa ( lavar e secar) e a chave da lavandaria vai passando de caixa de correio em caixa do correio.
       Continuo sem perceber porque é que continua a haver gente que acha que a vida dos outros é diferente da deles no que as estas coisas comezinhas diz respeito e lidam com a chave como se fossem detentores da mesma. Pior que isso é quando se tiram ilacções da semana anterior, como por exemplo, considerar que se a pessoa começou a lavar a roupa às 13h, isso significa que nunca a irá lavar entre as 08h00 e as 13h00, como se cada um não pudesse gerir as 24horas como bem entendesse.

       Quem não reconheça estes especímenes, atire a primeira pedra!

       Ora, as regras são bem claras: a chave fica disponível a partir das 08h00 do próprio dia até às 08h00 do dia seguinte, ou seja, precisamente 24horas.

        Hoje, desço às 12h30 para fazer a minha roupinha com um saco cheio, o pó e as moedinhas que fazem andar a máquina quando na caixa do correio encontro em vez da chave, um bilhete:

        RamRamRam, hoje, entrego-lhe a chave às 12h, por favor bata-me à porta, RamRamRam.

        Adoptei uma atitude Zen, daquelas que nos transformam naquilo que, na altura, não queremos ser, mas que na prática (depois de tudo se haver medido em centésimos de segundo) é aquela que contribui para que não percamos nem o dobro do tempo nem o dobro da energia, em suma aquela que, no momento, é a mais indicada utilizar.

        Voltei a subir e toquei uma vez à campainha: quanto baste!

        A senhora abre a porta de casa e desce. De seguida, abre a porta da lavandaria, tira a roupa dela que ainda se encontrava nas máquinas e, apesar de tudo o que acabara de se passar, e de me ver com UM SACO DE ROUPA ENORME e com o PÓ NUMA CAIXA TRANSPARENTE na mão em frente à porta preparada para entrar, esta resolve fechar a porta à chave e entregar-me a chave em mão como se me tivesse encontrado algures distante dali...

       Ainda Zen, respondi-lhe UMA EVIDÊNCIA:

      - Vou fazer a máquina agora.

      Resposta da senhora:

     - Ah, vai...?

   

2 comentários:

  1. lol
    ja lavaste a roupa hoje?
    nao?
    nem eu!
    e de que te serviu a atitude zen...
    bom...poupaste energia...
    tua...nao a da maquina...ihih
    precisas dum martelo?
    nao é pra cabeça da senhora... é pra partires a porta toda
    lol
    ka ganda lata
    ihih
    beijo meu
    pre lavado

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  2. Só tu!!! Que saudades!!!



    Abraço centrifugado!

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